Não dá pra comprar gente, nao dá pra comprar
No máximo se paga pra se tolerar
Licença à piegação,
Justiça não se encontra na mão,
O máximo do mérito se faz debito
Crédito pro troco
Pão, remédio, dinheiro pro almoço.
Transporte particular
Não faz o grito cessar
Fingir não escutar e pá
Na cara de quem mostra o que há.
Seria melhor que fosse pior? Nao?
Melhor? Tampouco.
Paz, paz, paz.
Mah rapaz!
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Lua Amarga
Existe um amargo que sobe na alma
Franzindo a testa e pintando as ruas
O amargo que mata a vida que teria
E que me consome à beira das luas
Ando entojada da minha cara
Entojo da má vontade e do peso
Entojo do tudo do nada de tudo
Do que faço que prezo e que desejo
Do que disponho e do desprezo
Que faz subir o doce de queijo
Ao ver amargo o sal que despejo
Na linda acidez desses meus lampejos
Todo meio é amargo
Por dentro de toda paragem
Não há meio mais mediocre do que
O que há pra dentro das margens
Eu odeio o amargo das margens
Mas amo o amargo que cria doçura
Mexendo os quadris me afasta dos centros
Agindo perfeito de lua em lua.
Franzindo a testa e pintando as ruas
O amargo que mata a vida que teria
E que me consome à beira das luas
Ando entojada da minha cara
Entojo da má vontade e do peso
Entojo do tudo do nada de tudo
Do que faço que prezo e que desejo
Do que disponho e do desprezo
Que faz subir o doce de queijo
Ao ver amargo o sal que despejo
Na linda acidez desses meus lampejos
Todo meio é amargo
Por dentro de toda paragem
Não há meio mais mediocre do que
O que há pra dentro das margens
Eu odeio o amargo das margens
Mas amo o amargo que cria doçura
Mexendo os quadris me afasta dos centros
Agindo perfeito de lua em lua.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Marinheiro em primeira e última viagem...
Só de passagem... Família, Pátria, Fraternidade.
Içando velas [...] para lhe guiar até aceitar
Que vai ter que se adequar ao vento.
[...]
Barcos remando contra a corrente,
Puxados pelo passado,
Tragados pelo Futuro,
É o presente!
[...]
Içando velas [...] para lhe guiar até aceitar
Que vai ter que se adequar ao vento.
[...]
Barcos remando contra a corrente,
Puxados pelo passado,
Tragados pelo Futuro,
É o presente!
[...]
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Ruas de Ódio 123

Pelas ruas de ódio eu caminho na boa
Corro, salto e grito como qualquer pessoa contente
Aperto botões insistentemente
Pra combinar ataques diferentes
No bate-bate, no bang bang, não existe sangue.
Sou um policial marginal
Nasci da corrupção Institucional
Luto pela ideologia risível
Poder pisado pela mão mais que visível
Corro, salto e grito como qualquer pessoa contente
Aperto botões insistentemente
Pra combinar ataques diferentes
No bate-bate, no bang bang, não existe sangue.
Sou um policial marginal
Nasci da corrupção Institucional
Luto pela ideologia risível
Poder pisado pela mão mais que visível
Exoneração por exemplo de conduta.
Nas ruas nos becos, nas praias, nos prédios
Boates, campos, laboratórios e congressos
Em trilhos e elevadores de toda sorte
Hordas mudas proferindo seus gritos de morte
Bosses, bodes, bossa, natal
Nossa fossa abissal
Continue, continue, continue....
P.S.: Quem souber a origem da imagem ganha um doce. ;D
Nas ruas nos becos, nas praias, nos prédios
Boates, campos, laboratórios e congressos
Em trilhos e elevadores de toda sorte
Hordas mudas proferindo seus gritos de morte
Bosses, bodes, bossa, natal
Nossa fossa abissal
Continue, continue, continue....
P.S.: Quem souber a origem da imagem ganha um doce. ;D
domingo, 8 de fevereiro de 2009
terça-feira, 7 de outubro de 2008
:.Farta Faltura.:*

No tictac da insanidade
Em alta produtividade
Existe algo que falta
Não é a falta de algo
Nem o vazio de um tanto
É ausência de branco
É a falta de espaço forjada no aço
Na densidade oca do tempo integral
E da integração da cultura do capital
A eliminação da dispersão industrial
Aplicada ao aproveitamento de pessoal
O total aproveitamento,
Sem lugar pra questionamento.
Faltam sobras, falta poeira
Falta a poeira dos cantos
Faltam cantos, falta o canto
Sobra uma falta indiferente
E falta um cantinho quente.
*O primeiro título que dei a este poema foi "Falta", mas na hora de postar veio a iluminação rítmica-aliterária. Rs
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