domingo, 13 de julho de 2008

.2.


Por que a imparidade do par sempre é uma referência à Perfeição ao mesmo tempo em que "o segundo", o "nº 2", é sempre mal-visto, seja a perspectiva física, temporal, emocional, etc, etc?
Se o sublime depende da existência/presença do segundo elemento, porque tanta repulsa a ele, em sê-lo em determinado contexto, em considerar sua existência ou até aceitá-la, mas com a premissa de que seja algo inferior? Não há sentido em ser um Um sem o Dois. Ninguém é Dois sozinho, nenhum Dois é menor que o seu Um, nenhum Um é superior ou autosuficiente do seu Dois e sempre seremos Dois em alguma perspectiva, com exceção da perspectiva autista, rs. Engraçado que a maioria das pessoas inverte os papéis e esquece que todos somos Um, diante do espelho. Fugimos da idéia de que todos seremos o Dois de alguém, mas aceitar isso é tão importante em nossa identificação como unidade quanto no engrandecimento do nosso segundo elemento perspectivo, que é proporcional ao nosso auto-conhecimento e reconhecimento.


Isso não é um quadro, é uma onça em tamanho real atrás do vidro atrás de mim. Rs

2 comentários:

Gabriel disse...

que texto fofo

Lorena Sanches disse...

Acho que a sociedade capitalista, a corrida insana pelo dinheiro pelo sucesso enfim e etc que não vou me extender, sempre engrandece o número 1. Não temos como fugir se fosse muito evoluída poderia aceitar ser o número 2, mas no fundo fazemos tudo mesmo é para sermos o número 1.